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  • Caroline Leonel dos Santos

Pequenas grandes reflexões

Atualizado: 10 de abr.

(escrevi esse texto por que precisava ler)


“Se você me conhece, baseado no que eu era, você não me conhece mais. Minha evolução é constante: Permita-me apresentar novamente:”







Esse é um texto que eu escrevi para mim mesma e depois decidi compartilhar. O motivo é um pouco da frase clichê que eu comecei. Estou sempre mudando. Acredito que todos nós estamos sempre mudando. Como dizia Carl Rogers: “A vida, no que tem de melhor, é um processo que flui, que se altera, em que nada está fixado”.


Estou escrevendo no meio da maior crise humanitária da minha geração. E isso me atravessa. Eu realmente me importo e sinto algumas das consequências desse momento na pele, não quero parecer indiferente. Mas hoje eu decidi escrever sobre a beleza que eu consigo ver em mim.


A primeira é que, apesar do momento, estou vivendo uma idade maravilhosa. Ter trinta anos é muito bom! Ouvi de uma pessoa esses dias que é uma idade em que não somos mais idiotas e ainda somos jovens. Não acho que todas as pessoas mais novas sejam idiotas, mas eu me identifiquei de alguma forma com essa fala.


Me vejo com recursos suficientes para acolher minha criança interior, minha adolescente interior, para me acolher e, por consequência, acolher algumas das pessoas que chegam até mim. Sinto que posso fazer isso por algum tempo sem me cansar. Esse sentimento faz eu me sentir mais forte e mais feliz.


Hoje eu não me vejo mais fazendo tantas coisas que eu não quero fazer. O não se tornou mais meu amigo. Comunicar os meus limites é libertador, acho que todo mundo deveria experimentar isso uma vez na vida! Também não me percebo tentando mudar as pessoas a qualquer custo. Minha experiência mostrou que esse é um esforço inútil.


Isso me faz lembrar de uma frase que minha terapeuta (sim, psicóloga também faz terapia) me disse uma vez: “Ajuda se oferece para quem pede”. Isso tem me norteado. Prefiro quando eu não tento fazer algo por alguém que não tenha sido solicitado. As pessoas sabem do que precisam.


Se eu quero estar com alguém, que seja da forma que eu sou e que seja porque eu tenho vontade de fazer isso. Sabe, às vezes, a gente simplesmente não quer fazer alguma coisa. Esse argumento deveria bastar sem que seja preciso se justificar. Nem sempre acontece.


Não quero que pareça que eu já sei tudo o que preciso para viver bem. A real é que enxergo a vida como um processo. E se eu acredito que ela seja fluida, também acredito que tudo está em construção. Eu estou em constante construção. Não me admiraria se eu lesse esse texto amanhã e já não fizesse mais sentido.


Por fim, gostaria de compartilhar que hoje eu me gosto mais. Que as amarras da minha insegurança, da minha vaidade e da minha revolta já estão mais soltas. Aprendi há pouco algo muito bonito sobre a autenticidade: ela é sobre a inteireza! Sobre ser por inteiro, se perceber assim e, quando possível, estar presente dessa forma. Isso mudou minha visão da vida.


Quanto mais a armadura se afrouxa, mais espaço de aceitação existe em mim. Inclusive para as minhas falhas e para as minhas atitudes que eu não gosto de ter. Mais espaço se abre para a Carol feliz, disponível e aberta para o novo. Mais espaço se abre para que eu possa aceitar as diferenças nos outros.


Caroline Leonel - Psicóloga



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